segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O que elas estão lendo? Estou lá hoje!

Olá, amigos,
Gostaria que vocês fossem ler a entrevista que eu dei a Georgia do blog O que elas estão lendo?

Boa Semana para todos!

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A queda do muro de Berlim - 9 de Novembro de 1989 -

A queda do muro de Berlim

Desde que foi construído até 1989 o muro de Berlim, como ficou conhecido, foi o símbolo da separação dos blocos capitalista e comunista e da «Guerra Fria». Era o ponto máximo da rivalidade das duas potências.

Mas nos fins da década de 80, começou o redespertar das nacionalidades, com a desagregação de alguns países como a Checoslováquia e a Jugoslávia, e também o desejo de reunificação das duas Alemanhas. Os enormes fluxos migratórios da Alemanha de Leste para a Alemanha de Oeste, durante o verão de 1989, tornaram-se impossíveis de controlar. Por isso, a 9 de Novembro de 1989, teve que ser autorizada a livre circulação entre as duas partes de Berlim, e como consequência a destruição do muro. Nessa noite os alemães de um e de outro lado da cidade subiram e dançaram em cima dele. Reinava a alegria, todos festejavam, enquanto vários faixas do muro iam sendo cortadas e deitadas abaixo. Nesse momento histórico não se estava apenas a deitar abaixo uma parede: a sua queda do muro de Berlim significava a queda dos regimes comunistas, o fim da Guerra Fria e de toda a tensão mundial e a abertura ao mundo. Na euforia, muita gente não previu as futuras dificuldades por que a Alemanha iria atravessar: fecho de muitas empresas, desemprego, instabilidade, o que viria a despertar movimentos político-sociais, como o neonazi.

Pouco depois, em 1990, as duas Alemanhas reunificaram-se. Para isso contribuiu a ascensão de Gorbatchëv ao poder e o desmoronamento da sociedade Leninista, com a descentralização estatal.

Hoje em dia apenas podemos observar algumas partes do muro, degradadas e cobertas de grafitis, mas que muito interessam os turistas.

Este texto foi extraído daqui.

Imagens extraídas daqui e daqui.

Eu tenho certeza que as amigas brasileiras que vivem na Alemanha poderão nos contar melhor todo este impacto da queda do muro de Berlin na história recente da Alemanha. O que sei é que nunca esquecerei aquelas cenas emocionantes que eu acompanhei pela televisão em 1989, quando todos festejavam e destruíam aquele muro com alegria e pressa de serem felizes.

***** P.S. ******** E mais....
1989 - há vinte anos eu também conhecia o meu amado marido.

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sábado, 7 de novembro de 2009

Meus gatos

Temos dois animais de estimação: Nijntje foi adotada na Holanda e veio conosco para o Brasil. Pois é. O nome estranho foi uma escolha de Samuel, na época com 4 anos. Ele adorava um desenho de uma 'coelhinha' :-) que se chamava Nijntje. ( Konijntje significa coelhinho/a em holandês), então não deixa de ser uma ironia que a nossa Nijntje na verdade é uma gatinha e não uma coelhinha. Aqui, as pessoas a chamam de 'Nádia', 'Ninja', coitadinha, ninguém acerta o nome, mas para nós ela é a nossa Nijntje...... :-)
Nossa menina felina é muito lindinha, uma senhorinha já de 12 anos que não gosta muito de colo, mas adora um carinho - só que no cantinho dela e nós no nosso.
Já o Floco foi adotado aqui no Brasil, em 2007 - foi amor à primeira vista. Ele foi encontrado no Leme, RJ, perambulando pela praia e um grupo protetor de animais o capturou. Uma prima minha enviou-me a foto dele e eu me apaixonei. Na época ele era magrinho, estava meio machucado pois deve ter apanhado muito - é meio bobão, sabe. Ele é literalmente muito fofo ( para não dizer que está um pouco acima do peso!), tem uns olhos lindos e adora um carinho..... Só é muito levado. É interessante como cada um é de um jeito. Nijntje não gosta que nós a peguemos no colo. Já o Floco adora um chamego.
Os dois se dão bem, mas de vez em quando se 'desentendem'.
Nijntje anda meio doentinha. Mas está melhorando aos poucos.
Eu amo animais. Cachorros também e um dia, se morar num lugar maior, gostaria muito de ter um cachorro. Também adoraria ter um aquário bem grande. E vocês? Também possuem animais de estimação?

Se quiserem dançar ao som da bela interpretação da Vanessa da Mata, puxe o tapete e voilá! O nome da música é História de uma gata.



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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Nova Lei de Adoção

Hoje entrou em vigor a nova lei Nacional de Adoção.
Segundo as novas regras, as crianças e adolescentes não poderão viver abrigadas por mais de dois anos, exceto em casos muito especiais.
Espero sinceramente que esta nova lei seja cumprida e que tantas crianças abrigadas possam estar disponíveis para adoção de verdade. Até hoje o que acontece é que milhares de crianças vivem nos abrigos, mas somente uma minoria delas estão disponíveis para adoção. O pior, muitos 'pais biológicos' raramente vão visitá-los nos abrigos....
E para os pais adotantes, essa gestação do coração quase sempre durou muito mais que nove meses. Portanto, que a partir de agora, este encontro entre filhos e pais seja da forma mais rápida possível.



Leia mais aqui.
Imagem extraída daqui.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Não agüento mais frases como essas........

Querem saber de meu sonho de consumo atual? Parar de ler jornal e assistir aos noticiários na tv.... Preciso do meu momento zen e frases como essas que leio no jornal me deixam angustiada e meio sem esperança, sabe.... Às vezes, sinto como se o mundo estivesse na contramão.... é a hipocrisia em seu mais alto nível de estupidez....


O que acham das últimas???

"Lula diz que seu governo age como uma mãe que dá mais atenção aos filhos mais carentes".


ou....

"Chávez defende terceiro mandato de Lula e o compara a Jesus Cristo.."


Imagem extraída daqui.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Simplesmente eu. Clarice Lispector.
























Hoje eu e Niels fomos assistir à peça 'Simplesmente eu. Clarice Lispector', com a espetacular Beth Goulart. Por um momento, senti-me como se estivesse diante de Clarice Lispector em carne e osso (mesmo sem nunca tê-la visto antes!) - o tipo físico, o penteado, o leve sotaque e/ou a 'língua presa' da autora, as roupas, a atriz Beth Goulart soube com maestria desenvolver um monólogo onde os textos de Clarice dialogam entre si. Deixei o teatro em estado de frenesi, como sempre fico quando leio os textos de Clarice....
Como foi bom, por um momento, poder sonhar que era ela mesma naquele monólogo dando vida aos dramas de seus personagens e nos fazendo refletir muito sobre nós mesmos, nossas vidas, nossas crenças, nossas escolhas, nossas alegrias e tristezas.
Este monólogo tem feito o maior sucesso no Rio de Janeiro. Sempre com casa lotada. Já havia tentado assistir no CCBB, porém estava sempre lotado. Amanhã será a última apresentação de uma curta temporada no teatro Odylo Costa Filho da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Caso a peça vá para sua cidade, não deixem de assistir!

Segue um texto que encontrei aqui, onde a atriz Beth Goulart nos apresenta como foi o processo de criação desse espetáculo e o motivo pelo qual a atriz decidiu fazer Clarice Lispector no teatro:

ENCONTRO COM CLARICE LISPECTOR
"O que me levou a fazer Clarice Lispector no teatro foi o mistério do espelho, a identificação que sinto por ela. A vontade de trazer mais luz sobre esta mulher que revolucionou a literatura brasileira, redimensionou a linguagem falando do indizível com a delicadeza da música, usando a escrita como uma revelação, buscando o som do silêncio ou fotografar o perfume. “A arte é o vazio que a gente entendeu” diz Clarice.

Quero atingir o vazio de mim mesma para refletir a profundidade desta mulher que conhece o segredo das palavras e suas dimensões. O questionamento, é a busca constante do artista diante de sua escolha, como ela, eu gosto de intensidades.

Há dois anos mergulhei num processo de pesquisa para escrever este roteiro lendo tudo o que podia de sua obra e livros biográficos. Fiz dois workshops com Daisy Justus, psicanalista, especializada em Clarice Lispector, que analisa sua obra sob a ótica da psicanálise. Vi e ouvi tudo o que podia sobre ela, suas entrevistas, fotos, o depoimento no MIS, a entrevista póstuma na TV Cultura, enfim me tornei uma esponja de tudo o que se referia a ela.

Neste olhar apaixonado escolhi sua obra para recontá-la. Construí um corpo narrativo com trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências que preparam os personagens que irão se apresentar ao público como desdobramentos dela mesma. Os temas abordados são reflexões sobre criação, vida e morte, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, arte, loucura, amor, inspiração, aceitação e entendimento.

Clarice é muito pessoal em seus escritos e todos os seus personagens tem algo de si mesma. Acho que Joana de “Perto do coração selvagem” talvez seja a mais parecida com sua essência criativa e indomável. Ana do conto “Amor” é a dona de casa e mãe dedicada que Clarice certamente foi. Lori de “Uma Aprendizagem ou O livro dos prazeres” vive em cena as descobertas do amor e A Mulher do conto “Perdoando Deus” é uma bem humorada auto-critica."
Beth Goulart



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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Trijntje Oosterhuis chegou ao Brasil através de 'Viver a Vida'

Já postei outras vezes, minha paixão pela voz dessa cantora holandesa, Trijntje Oosterhuis, aqui nessa reportagem chamada de Traincha (????) - Talvez por causa da difícil pronúncia :-). Tomara que ela seja reconhecida aqui no Brasil como é na Holanda. A discografia de Trijntje é bem versátil: ela revisita clássicos, canta em inglês, holandês, já ouvi também alguma música em italiano - ao mesmo tempo, ela parece estar antenada com a música pop atual. Acho que é por isso que gosto tanto de suas interpretações, pois ela não despreza os sucessos antigos e ao mesmo tempo canta o que há de bom na música pop dos dias de hoje. Ela já gravou um cd com músicas do Stevie Wonder, já gravou com Lionel Richie e tanta gente boa... Um dia desses, pesquisando sobre ela no You Tube, encontrei um encontro dela com Ivan Lins! Conheçam Trijntje e, tenho certeza, alguns de vocês vão se encantar também por ela. Seu site é http://www.trijntje.nl/ Também pode ser acessado em inglês. Nesta primeira página, ela aparece com um outro grande astro da música holandesa: Marco Borsato. Outro dia, eu falo sobre ele.

A reportagem:

RIO - Executada todas as noites na trilha sonora da atual novela das oito na Globo, "Viver a vida", tanto o timbre vocal da cantora quanto o arranjo instrumental de "What the world needs now" remetem à diva maior de Burt Bacharach, Dionne Warwick. Mas a intérprete, de técnica impecável, dessa recente versão do clássico de Burt Bacharah & Hal David é uma holandesa de 36 anos, Traincha, cujo disco "Who'll speak for love" (Blue Note/EMI) acaba de ser lançado no Brasil.
Editado nos Estados Unidos e na Europa há dois anos, este é o segundo songbook que a holandesa dedica à obra de Bacharach e, como no anterior, "The look of love" (em 2006), contando com o aval do compositor. Além de participar tocando piano em três faixas, ele escreveu uma nova introdução para "Raindrops keep falling on my head" e entregou à cantora a inédita música que deu título ao disco (parceria com o letrista Tim Rice), gravada com a participação especial do gaitista belga Toots Thielemans.

Acompanhada pela Metropole Orchestra, com regência de Vince Mendoza (arranjador em três faixas) e arranjos do também produtor Patrick Williams, Traincha (nascida em Amsterdã, onde foi batizada como Judith Katrijntje Oosterhuis) é extremamente fiel às versões originais do repertório, a maioria delas lançada nos anos 1960. Mesmo nas composições mais recentes, caso das duas parcerias com o roqueiro inglês Elvis Costello, "God give me strength" e "Painted from memory", a sonoridade remete ao período no qual as canções de Burt Bacharach disputavam os primeiros lugares das paradas pop com os Beatles e companhia. Hoje, sucessos como "One less bell to answer", "This girl's in love", "I just don't know what to do with myself" e "On my own" têm o sabor de clássicos, e o tratamento dado a eles pela eficiente Traincha e por seu time de colaboradores reforça essa ideia, e garante uma boa viagem aos anos 1960.

Notícia extraída daqui:

Imagem: Google


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