Já chegou dezembro...
E assim começamos a nos despedir de 2009 na correria dos dias...Marcadores: Chico Buarque, Dezembro, Minha Música, Tom Jobim
terça-feira, 1 de dezembro de 2009Já chegou dezembro... E assim começamos a nos despedir de 2009 na correria dos dias...Marcadores: Chico Buarque, Dezembro, Minha Música, Tom Jobim
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009Revitalização da Zona Portuária do RJ - Será que tudo sairá do papel????![]() Uma das promessas de campanha do atual prefeito da cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paes foi revitalizar a Zona Portuária, uma região com um passado riquíssimo, mas que hoje está desprestigiada, abandonada e suja. Entretanto, se tudo sair do papel de verdade, a região voltará a ter a real importância que teve no passado. A Zona Portuária do Rio de Janeiro engloba lugares como a Praça Mauá, Gamboa, Saúde, Santo Cristo, São Cristovão, Caju, Mosteiro de São Bento e Área Militar. Esta revitalização envolverá tanto a parte estrutural, quanto habitacional e cultural. Pelo o que tenho acompanhado nos noticiários, as mudanças serão radicais e espero que para melhor- que prédios históricos sejam preservados, por exemplo. Existe a previsão da construção de um aquário "com 12 mil animais marinhos". ![]() Também está prevista a criação da Pinacoteca do Rio, que irá receber coleções particulares e exposições permanentes sobre a cidade. O edifício D. João VI (da foto) abrigará a Pinacoteca e segundo o planejamento, será construído o Museu do Amanhã nos armazéns 5 e 6 do cais. O projeto de revitalização ainda inclui " a transformação do Píer da Praça Mauá em um parque, que terá anfiteatro, chafarizes, restaurantes, quiosques e uma garagem subterrânea na Praça Mauá. Além disso, estão previstos calçamento, iluminação pública, drenagem e arborização das principais vias da Zona Portuária, como a Avenida Rodrigues Alves, onde será demolida a alça de acesso ao elevado da Perimetral. O Morro da Conceição passará por obras de reurbanização, com abertura de vias, o enterramento da rede elétrica e a restauração de patrimônio histórico. Além disso, edifícios do Patrimônio da União serão recuperados e transformados em habitação de interesse social".Amigos, repito, se tudo isso sair do papel, esta região ficará maravilhosa, principalmente se eles preservarem a arquitetura antiga, acrescentando toques de modernidade. Como ando meio cética com relação às promessas dos políticos, só acreditarei vendo tudo prontinho. Primeira imagem do navio na Baía de Guanabara extraída daqui. Outras imagens extraídas do g1. Pequeno texto entre aspas extraído de um blog muito legal que encontrei hoje. Marcadores: Revitalização, Rio de Janeiro, Zona Portuária
sábado, 21 de novembro de 2009Feijoada: vejam se concordam com a tese sobre sua origem... Pesquisador conta como a feijoada surgiu na mesa de famílias cariocas Jornal do Brasil
RIO - A feijoada não surgiu nas senzalas, como invenção dos escravos, que juntariam sobras de carnes não aproveitadas pelos “senhores” para preparar um prato mais encorpada. Tampouco começou a ser preparada por famílias de poucas posses que requentariam sobras de refeições anteriores para reforçar a alimentação. Ela foi criada para servir como comida para as elites do século 19, especialmente nas famílias cariocas mais ricas. Esta é a tese de um estudo feito pelo pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF), Almir Chaiban El-Kareh sobre o prato que melhor simboliza a culinária nacional. – Minha teoria é que a feijoada, como a conhecemos, surgiu nas famílias ricas, porque os miúdos eram valorizados pelas elites. Os ricos comiam refeições com feijão incrementado com diversas carnes e miúdos. Os pobres comiam feijão ralo, com pequenos pedaços de carne-seca ou toicinho – afirma Almir. Almir baseou sua pesquisa em relatos de viajantes estrangeiros que visitaram o Brasil, em especial o Rio de Janeiro, ao longo do século 19. Um destes viajantes foi o pintor francês Jean-Baptiste Debret. – Segundo Debret, os escravos comiam a mesma comida que os patrões. Alguns chegavam a comer juntos no mesmo recinto. Os patrões sentados à mesa e os escravos em esteiras no chão. Isso reforça minha tese de que os escravos não preparavam a própria comida – comenta o pesquisador. Mas antes de cair no gosto das famílias ricas e se tornar o ingrediente principal da feijoadas, o feijão encontrava muita resistência entre as famílias mais ricas do Rio de Janeiro. Pouco depois da transferência da família real e de sua Corte para o Brasil, em 1808, os feijões ainda eram classificados como “comida de pobre”. Debret Almir diz que esta informação foi tirada dos relatos de Debret. Segundo o pintor francês, que chegou ao Brasil em 1816, as famílias ricas tinham como prato mais tradicional o cozido português, acompanhado de galinha, arroz e farinha de mandioca. – O feijão ainda não aparecia na mesa das elites naquele momento – diz Almir, acrescentado que seu consumo era velado. – Debret escreveu que, na época, os pequenos comerciantes comiam feijão com um pedaço de carne-seca e farinha, regado com muita pimenta, mas escondidos de todos, no fundo das lojas. No entanto, segundo o pesquisador, já por volta de 1830, todos os viajantes que escreveram relatos sobre o Brasil, atestaram que ricos e pobres comiam feijão, carne seca e toicinho todos os dias. Essa aceitação gradual do consumo de feijão pelas elites acabou por sobressair à incorporação dos hábitos europeus e transformou o cozido português numa segunda opção . O interessante é que a invenção da feijoada e sua incorporação aos hábitos alimentares da população se deu em paralelo à permanência da família real portuguesa no Brasil, nas primeiras duas décadas do século 19. A etiqueta à mesa foi uma das influências da estada da família real no Rio de Janeiro. As poucos, a sociedade carioca assimilou a etiqueta e as boas maneiras europeias, usando talheres. Porém, só mudou a forma de comer e não o conteúdo – a própria comida. No caso, a feijoada, que foi ganhando cada vez mais espaço na mesa do carioca e do brasileiro. – A alimentação é o ponto de maiores resistências à mudança porque é um hábito adquirido na infância. A elite mudou de roupa, copiando a moda francesa, mas não mudou de gosto alimentar. Essa foi a vitória da feijoada. Da Redação, com Agência Faperj Se quiser ler a sugestão do pesquisador de como ficar acordado após o banquete, continue lendo aqui. Eu só sei que feijoada é um prato muito delicioso, não acham? Nunca esquecerei uma amiga americana que fez intercâmbio cultural em minha casa na época que ainda era solteira... Quando ela viu aquela comida no prato, disse-me sem titubear: "essa comida parece suja..." Eu achei engraçado, mas depois pensei que para quem não está acostumado a comer o feijão preto como nós cariocas comemos todos os dias, deve ser algo exótico demais para um estrangeiro.... Vocês gostam de feijoada? Imagem extraída daqui. Marcadores: Carioca, Comida, Feijoada, Gastronomia, História
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009Consciência Negra "O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira". Continue lendo aqui se desejar.Participei de um projeto em uma das escolas onde trabalho sobre o tema África e as raízes africanas na cultura brasileira e em nós, brasileiros. Cada disciplina desenvolveu um tipo de enfoque. Nas aulas de inglês, eu trabalhei com os alunos aquele famoso discurso do Martin Luther King, 'I have a dream' (= Eu tenho um sonho) e a importância do Martin como pacifista que 'lutou', sem violência, pelos direitos civis dos afro-americanos. Depois, traçamos paralelos com o contexto brasileiro. No final, passei o discurso para os alunos assistirem. E pedi que eles escrevessem uma redação com o mesmo título do discurso de King: Eu tenho um sonho. O objetivo era que falassem dos sonhos para eles, para suas famílias, para suas comunidades e para o mundo... Li redações emocionantes sobre os sonhos de meus alunos. Esta semana foi o fechamento do projeto. Cada dia teve um tipo de atração ou atividade relativa às origens africanas no Brasil. Hoje, dia 19, foi o último dia e tivemos uma sensacional apresentação de capoeira, jongo e maculelê. Foi muito bom, pois além do grupo ter apresentado a capoeira, o mestre do grupo explicava tudo para os alunos. O grupo começou com a dança do jongo. Segundo o professor de capoeira, o jongo é o ancestral do samba. Aprendi muito hoje!! Por exemplo, não sabia que a capoeira é um jogo essencialmente criado no Brasil. No final, terminamos a noite com uma deliciosa feijoada! Foi uma noite cheia de aprendizado e diversão! Muito há de se melhorar quando pensamos em 'Consciência Negra". O racismo é velado no Brasil? Cotas raciais nas universidades são necessárias? Os direitos são iguais? Os salários também? Estas são questões que ainda precisamos 'digerir' em nossa sociedade, porém, independente de qualquer coisa, como educadores e pais, temos de mostrar a nossa diversidade cultural e valorizá-la em nosso dia-a-dia, já que é a nossa maior herança. Pude perceber que entre os meus alunos negros, há pouca auto-estima. Estes alunos são na maioria pessoas humildes que ainda estão a procura de uma identidade. Essa foi a impressão que tive ao participar desse projeto. Mas senti também que esses meses mexeram com a cabeça de alguns de forma muito positiva. Minha homenagem vai para a criança negra brasileira com um trecho de um livro que gosto muito. Chama-se "Menina bonita do laço de fita", da Ana Maria Machado, editora Ática. "Era uma vez uma menina linda, linda.Os olhos dela pareciam duas azeitonas pretas, daquelas bem brilhantes. ![]() Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feito fiapos da noite. A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra quando pula na chuva. Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África, ou uma fada do Reino do Luar". (Imagens da menina extraídas daqui e daqui.) Querem conhecer mais? Visitem o site do canal Futura , pois muito do que fizemos é baseado neste projeto. Vocês precisam em todo caso conhecer o site que fala dos nossos heróis. O quadro que segue é muito interessante pois nos dá a visão do quanto temos da África em nós. Vale a pena ir na página original, já que é interativo e sobre cada 'valor civilizatório', há uma explicação ao encostar o mouse na palavra.Sei que fiz muitas referências neste post, mas não poderia deixar de mencionar o blog da professora de História que muito contribuiu para o sucesso de nosso projeto. Além do mais, o blog dela é muito interessante! (gravura da dança retirada do blog da professora Ana Paula!) Marcadores: Brasil, Consciência Negra, Identidade, África
Yoani Sánchez - De caçada a caçadora
Blogueira desafia governo e fotografa agentes que vigiam seus passos
Publicada em 19/11/2009 às 07h24m Ângela Góes RIO - Vítima de um sequestro-relâmpago promovido por agentes de segurança do governo cubano há duas semanas, em Havana, a blogueira Yoani Sánchez, de 34 anos, ouviu de seus agressores que fora "longe demais" nas críticas ao regime comunista. Estavam enganados. Cansada do papel de protagonista do que define como "um filme de terror", a autora do blog "Generación Y" decidiu dar rosto às pessoas que a vigiam e perseguem diariamente. Leia mais: apesar da saída de Fidel, Cuba mantém aparato de repressão " Esses seres das sombras são como vampiros, que se alimentam de nossa humana alegria, nos inoculam o temor através da pancada, da ameaça e da chantagem " Com a ousadia que lhe é peculiar - e que já a levou a ser acusada de inimiga do Estado pela imprensa oficial - Yoani começou a fotografar os homens e mulheres que acompanham a sua rotina à distância, que batem ponto na porta da sua casa e que, muitas vezes, a seguem onde quer que vá. E ainda publicou o resultado do seu novo hobby no blog. "Minha relação com o cinema sempre foi nas poltronas, na penumbra de uma sala. Até que comecei a viver meu próprio filme, uma espécie de thriller de perseguidores e perseguidos, onde cabe a mim escapar e me esconder (...) Agora, para me defender, comecei a fazer testemunhos desses seres das sombras que, como vampiros, alimentam-se de nossa humana alegria, nos inoculam o temor através da pancada, da ameaça e da chantagem. Indivíduos treinados na coação", explica a blogueira. " Acostumados a juntar provas para processos que todos temos em alguma gaveta, agora surpreendem-se que façamos o inventário de seus gestos " Com um celular em punho, ela registrou a surpresa dos seus algozes ao serem flagrados. "Acostumados a juntar provas para os processos que todos temos em alguma gaveta, em algum escritório, agora surpreendem-se que nós façamos o inventário dos seus gestos, dos seus olhos, a meticulosa relação dos seus atropelos", ironiza. Uma das fotos mostra uma agente do governo tapando o rosto. Em outra, a blogueira capta a total incredulidade do "caçador que virou caça": "Está louca?", pergunta ele ao ser fotografado. Mas Yoani, ao que parece, sabe o que faz. E não tem medo. Mesmo após as agressões sofridas no último dia 5. Agente do governo cubano não esconde a surpresa com a inversão de papéis - Reprodução "Recuperei minha condição de bípede, larguei a muleta", conta ela, que foi puxada pelos cabelos e chutada pelos agentes do governo que a sequestraram. "Estou de volta." A cubana já ganhou vários prêmios internacionais pelo seu trabalho no blog, mas é pouco conhecida no próprio país devido às restrições à internet impostas pelo regime comunista. Notícia extraída daqui. Marcadores: Blogueiro, Ditadura, liberdade de expressão, Yoani Sanchez
terça-feira, 17 de novembro de 2009Yoani Sanchez - não vamos deixar ela se calar!
A amiga blogueira Beth, do Mãe Gaia postou uma notícia que me chocou! Estou indignada com a notícia da covardia feita a uma mulher cubana, blogueira que foi agredida fisicamente pela polícia cubana, simplesmente por que ela fala o que tem vontade de dizer, num país onde a liberdade de expressão é um luxo.
Temos de divulgar, espalhar o nome Yoani Sanchez na blogosfera para que algo assim não aconteça mais nem com ela, nem com nenhum cidadão que é livre para dizer o que pensa, sem medo de nos mostrar a vida em Cuba como ela, sem véus, sem maquiagens... Este vídeo é a minha homenagem a esta mulher guerreira do bem e que tem a palavra como ferramenta de libertação. Marcadores: Blogueiro fiel, Ditadura, liberdade de expressão, violência
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